Na charneca húngara


Piso uma região selvática:
na antiga terra lasciva, grama.
Conheço este campo selvagem:
é a charneca húngara.

Inclino-me ao solo sagrado:
algo corrói esta terra virgem.
Ei, ervas mergulhando, densas,
no céu: não há cá flores?

Entre raízes de selvagem
vinha, espio da terra a dormente
alma; o cheiro de flores passadas
sobe amorosamente.

Silêncio. Ervas ruins, a grama,
o joio, puxam, iludem, cobrem-me;
e um vento de risos desliza
sobre a grande charneca.


作者
翁德雷·厄岱

译者
Ernesto Rodrigues

来源

Âncora Editora, Lisboa;Antologia da Poesia Húngara.


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