别名
Sophia de Mello BreynerSophia de Mello Breyner AndresenSophia de Mello Breyner AndresenováСофия де Мелло БрейнерСофія де Мелло Брейнерסופיה דה מלו ברינר אנדרסןسوفیا د ملو براینر اندرسنصوفيا دى ميللوصوفيا دي ميللو索菲娅·安德雷森索菲娅·德梅洛·布雷内·安德烈森索菲婭·德梅洛·佈雷內·安德烈森
+国家/地区葡萄牙
索菲娅·安德雷森(1919–2004),葡萄牙著名女诗人。1999年获卡蒙斯文学奖。2014年,诗人在去世十年之后,进入了葡萄牙国家先贤祠。那里,安放着国家最重要的政治家、作家和艺术家,是对进入国家集体记忆的德高望重的公认的认可。迄今,只有两位女性进入了国家先贤祠,其中一位就是索菲娅·安德雷森。![]()
索菲娅·安德雷森,葡萄牙诗人和作家,出生于波尔图,就读于里斯本大学。1969年朱奥·西萨·蒙岱罗拍摄了一部关于她的纪录片。
https://zh.wikipedia.org/wiki/索菲娅·安德雷森- 夏日夏日辽阔得像一个王国
- Os deusesNasceram como um fru
- Caminhava fitoCaminhava fito
- EsperaDeite a solidão do d
- Nocturno da GraçaHá um rumor de bosqu
- Nesta horaNesta hora limpa da
- NostalgiaNostalgia sem nome d
- PascoaesAqui a bruma a noite
- Eis que o mundoEis que o mundo de t
- Poema inspirado nos painéis que Júlio Resende desenhouNenhuma ausência em
- É esta a hora…É esta a hora perfei
- SolidãoA noite abre os seus
- DançaO quarto verde os pe
- Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de PortugalNunca mais
- Serenamente sem tocar nos ecosSerenamente sem toca
- Glosa de So we’ll go no more a roving de ByronNão irei mais meu er
- Com fúria e raivaCom fúria e raiva ac
- OuveOuve
- SibilasSibilas no interior
- AcordoAcordo quando os mur
- PerguntasPorque foram quebrad
- Esta genteEsta gente cujo rost
- Maria Natália Teotónio PereiraAquela que tanto amo
- O barcoMandei para o largo
- Corpo a corpoLutaram corpo a corp
- GráficoI
- A forma justaSei que seria possív
- Dedicatória da terceira edição do Coral ao Rui CinattiPara o Ruy Cinatti p
- Dedicatória da 2ª. edição de Cristo Cigano a João Cabral de Melo NetoI
- O jardim e a noiteAtravessei o jardim
- RessurgiremosRessurgiremos
- Deus puroDeus puro Apolo Musa
- No mais secretoNo mais secreto de J
- Aquele que partiuAquele que partiu
- Nas praiasNas praias que são o
- Dia do mar no arDia do mar no ar con
- É por tiÉ por ti que se enfe
- As três parcasAs três Parcas que t
- Mar novoNão te ofenderei com
- O Rei da ÍtacaA civilização em que
- Horizonte vazioHorizonte vazio em q
- Casasà Luíza Neto Jorge
- AcaiaAqui despi meu vesti
- Em nome da tua ausênciaConstruí com loucura
- FinalMas na janela o ângu
- GuitarraNa voz de oiro e de
- No tempo divididoO que eu queria dize
- CupidezCupidez roendo o ver
- PassagemO êxtase do ar e a p
- DualAltas marés no tumul
- VarandasÉ na varanda que os
- Por delicadezaBailarina fui
- Os navegadoresO múltiplo nos enebr
- Crepúsculo dos deusesUm sorriso de espant
- Nos últimos terraçosNos últimos terraços
- LiberdadeO poema é
- HabitaçãoMuito antes do chale
- CasaA antiga casa que os
- BiografiaTive amigos que morr
- Pra minha imperfeiçãoPra minha imperfeiçã
- RevoluçãoComo casa limpa
- AquiAqui deposta enfim a
- A paz sem vencedor e sem vencidosDainos Senhor a paz
- A conquista de CacelaAs praças fortes for
- A flautaNo canto do quarto a
- Dia [3]Meu rosto se mistura
- Sei que estou sóSei que estou só e g
- Sua belezaSua beleza é total
- Tempo de nãoExausta fujo as aren
- Quem és tuQuem és tu que assim
- Homenagem a Ricardo ReisNão creias Lídia que
- Poema de um livro destruídoComo é estranha a mi
- Descobrimento [2]Um oceano de músculo
- Quem sou eu?Quem como eu em silê
- As minhas mãosAs minhas mãos mantê
- A pura faceComo encontrarte dep
- Carta de Natal a Murilo MendesQuerido Murilo será
- DepoisDepois da cinza mort
- És tu que estásÉs tu que estás à tr
- ElsinoreNo palácio dos Átrid
- De pedra e calDe pedra e cal é a c
- Eis-meTendome despido de t
- PraiaOs pinheiros gemem q
- Tu dormes embaladoTu dormes embalado n
- Neste dia de mar e nevoeiroNeste dia de mar e n
- A bela e puraA bela e pura palavr
- PersonnaMitológica personage
- A fonteOuve a fonte translú
- Devagar no jardimDevagar no jardim a
- Como uma flor incertaI
- EndymionPor ti lutaram deuse
- Naquelas noitesNaquelas noites
- Que poderei de mim mais arrancarQue poderei de mim m
- ParáfraseAntes ser na terra e
- Este humano foi como um deus gregoEsse que humano foi
- O poemaO poema me levará no
- Evadir-me, esquecer-meEvadirme esquecerme
- SunionNa nudez da luz cujo
- Apolo MusagetaEras o primeiro dia
- O velho abutreO velho abutre é sáb
- Noite de AbrilHoje noite de Abril
- Senhora da saúdeSeu rosto seria a ci
- Eis aqui o paísEis aqui o país da i
- BarcelonaLuz e sol e pintura
- Em todos os jardinsEm todos os jardins
- O poeta trágicoNo princípio era o l
- No quartoNo quarto roemos o s
- AquelasAquelas que exaltada
- Vi países de pedras e de riosVi países de pedras
- Se todo o ser ao vento abandonamosSe todo o ser ao ven
- Os barcosDormem na praia os b
- GoyescaUm infinito ardor
- NoiteEstranha noite velad
- Ali, entãoAli então em pleno m
- Jardim verdeJardim verde e em fl
- TolonUm mar horizontal co
- Soneto de EurydiceEurydice perdida que
- EncruzilhadaOnde é que as Parcas
- BabilóniaCom pátios interiore
- Dia [2]Como um oásis branco
- Friso arcaicoPatas dos corcéis da
- O palácioEra um dos palácios
- BrisaQue branca mão na br
- Beijei a terraBeijei a terra com o
- Fundo do marNo fundo do mar há b
- As casasHá sempre um deus fa
- AntinooSob o peso nocturno
- OásisPenetraremos no palm
- Eu chamar-te-ei para serEu chameite para ser
- A estátuaNas suas mãos a voz
- A ti eu cantoA ti eu canto e a ma
- Gruta de CamõesDentro de mim sobe a
- Da transparênciaSenhor libertainos d
- Barcos [2]Um por um para o mar
- PaisagemPassavam pelo ar ave
- Senhora da RochaTu não estás como Vi
- NovembroA respiração de Nove
- O teu rostoOnde os outros puser
- Na cidade da realidade encontrada e amadaNa cidade da realida
- L’âge D’Airan (Rodin)Devagar devagar em f
- A luz oblíquaA luz oblíqua da tar
- Algarve1
- CidadeCidade rumor e vaivé
- No poemaNo poema ficou o fog
- Eu só quero silêncioEu só quero silêncio
- Canção 2Clara uma canção
- Destruiçãoexausta fujo às aren
- Os nossos dedosOs nossos dedos abri
- O primeiro homemEra como uma árvore
- Meio-diaMeiodia Um canto da
- Dança do serO Dionysos que dança
- Os cabelosOs cabelos
- E só entãoE só então saí das m
- Ilha do PríncipeSuave doce Iânguida
- Em minha frente caminhasEm minha frente cami
- As fontesUm dia quebrarei tod
- CirculoNum círculo se move
- CatilinaEu sou o solitário e
- Na morte de Cecília MeirelesSeu canto permanece
- O hospital e a praiaE eu caminhei no Hos
- Mostrai-me as anémonasMostraime as anémona
- As imagens transbordamAs imagens transbord
- Horas despidasCada dia é mais evid
- Canção de matarDo dia nada seiO teu
- Eis que morresteEis que morreste Mor
- Os PoetasSolitários
- Intervalo IIDaime um dia branco
- BarcoMargens inertes
- Sacode as nuvensSacode as nuvens que
- Como uma flor vermelhaÀ sua passagem a noi
- InventeiInventei a dança par
- MovimentoUma vibração obscura
- Cidade dos outrosUma terrível atroz i
- Fernando PessoaTeu canto justo que
- Se alguém passaSe alguém passa agor
- OlímpiaEle emergiu do poent
- Eu falo da primeira liberdadeEu falo da primeira
- Chamei por mimChamei por mim quand
- Os mortosAo nosso lado os mor
- Assim o amorAssim o amor
- FlorestaEntre o terror e a n
- Raiz da paisagemA raiz da paisagem f
- Cesário VerdeQuis dizer o mais cl
- A casaA casa que eu amei f
- Numa disciplinaNuma disciplina cons
- PoesiaSe todo o ser ao ven
- Revolução – DescobrimentoRevolução isto é des
- O rei de ChipreSe não fosse o amor
- Escrita do poemaA mão traça no branc
- NardoNardo
- A anémona dos diasAquele que profanou
- As mortasAquelas que morreram
- IV [Desde a orla do mar]IV
- Perfeito é não quebrarPerfeito é não quebr
- ÍtacaQuando as luzes da n
- No mar passaNo mar passa de onda
- De um amor mortoDe um amor morto fic
- Cante jondoNuma noite sem lua o
- A pequena praçaA minha vida tinha t
- MãosCôncavas de ter
- QuandoQuando o meu corpo a
- PromessaÉs tu a Primavera qu
- PirataSou o único homem a
- Árvores negras que falaisÁrvores negras que f
- Fernando Pessoa ou o poeta em LisboaEm sinal de sorte ou
- Iremos juntos sozinhos pela areiaIremos juntos sozinh
- Mulheres à beira-marConfundido os seus c
- PrimaveraPrimavera que Maio v
- Nunca maisNunca mais
- Carta aos amigos mortosEis que morrestes ag
- Tristão e IsoldaSobre o mar de Setem
- O diaPassa o dia contigo
- Os gregosAos deuses supúnhamo
- Caderno IQuando me perco de n
- BrasíliaBrasília
- Jardim PerdidoJardim
- NocturnoAcordo quando os mur
- Deus escreve direitoDeus escreve direito
- Painéis do InfantePríncipes do silênci
- A estrelaEu caminhei na noite
- Senhor se da tua pura justiçaSenhor se da tua pur
- O país sem malUm etnólogo diz ter
- Tu e eu vamosOs troncos das árvor
- A casa térreaQue a arte não se to
- Princípio de verãoLargos longos doces
- Catarina EufémiaO primeiro tema da r
- Nós reconheceremosNós reconheceremos a
- No alto marNo alto mar
- Estátua de budaOs belos traços o in
- CaminhoNa marcha pelo deser
- IfigéniaIfigénia levada em s
- Há cidades acesas na distânciaHá cidades acesas na
- Epidauro 62Oiço a voz subir os
- AbrilVinhas descendo ao l
- KassandraHomens barcos batalh
- PoemaA minha vida é o mar
- Estranha noiteEstranha noite velad
- PrincípioChamote porque tudo
- Este é o tempoEste é o tempo
- FúriasEscorraçadas do peca
- O efeboClaro e esguiamente
- SignoMeu signo é o dia da
- Poema de amor de António e de CleópatraPelas tuas mãos medi
- Sinto os mortosSinto os mortos no f
- Céu, terra, eternidadeCéu terra eternidade
- No ponto onde o silêncioNo ponto onde o silê
- LusitâniaOs que avançam de fr
- Manhã futuraEra preciso agradece
- DionysosEntre as árvores esc
- A palavra facaA palavra faca
- PenélopeDesfaço durante a no
- Há jardins invadidos de luarHá jardins invadidos
- O videnteVimos o mundo aceso
- O Piano sílaba por sílabaO Piano sílaba por s
- O jardim e a casaNão se perdeu nenhum
- Eu contareiEu contarei a beleza
- Ó noiteÓ noite flor acesa q
- Passam os carrosPassam os carros e f
- JanelaJanela rente ao mar
- Apesar das ruínasApesar das ruínas e
- Um poeta clássicoUm poeta clássico
- CantarTão longo caminho
- Casta(s) a Jorge de SenaI
- Mar sonoroMar sonoro mar sem f
- O teu rostoÉ o teu rosto ainda
- InstanteDeixaime limpo
- GestoEu em tudo Te vi ama
- Eu me perdiEu me perdi na sordi
- Carta a Ruben A.Que tenhas morrido é
- O jardimO jardim está brilha
- Os pássarosOuve que estranhos p
- Cada diaCada dia é mais evid
- O anjoO Anjo que em meu re
- Os errosA confusão a fraude
- Um dia mortosUm dia mortos gastos
- LuaEntre a terra e os a
- Conheci-teConhecite e vivite e
- Kouros do EgeuSorriso sem costura
- O corpoCorpo serenamente co
- CampoEstou só nos campos
- EsperoEspero sempre por ti
- As cidadesEstavam no poente lu
- Há muitoHá muito que deixei
- Marinheiro sem marLonge o marinheiro t
- Através de países e paisagensAtravés de países e
- Como o rumorComo o rumor do mar
- Estelas funeráriasJovens sorridentes c
- VelaEm redor da luz
- Que o teu gládioQue o Teu gládio me
- Dança de JunhoEm silêncio nas cois
- PátriaPor um país de pedra
- CaisPara um nocturno mar
- Camões e a tençaIrás ao paço Irás pe
- Musa ensina-me o cantoMusa ensiname o cant
- Ó poesia – quanto te pediÓ poesia quanto te p
- Breve encontroEste é o amor das pa
- A fonteCom voz nascente a f
- ElectraO rumor do estio ato
- No meu paísAs pequenas cidades
- ManhãNa manhã recta e bra
- Luminosos os diasLuminosos os dias ab
- Os asfódelosColhe pálida sombra
- O super-homemOnde está ele o supe
- Esse que humano foi como um deus gregoEsse que humano foi
- Para Arpad SzenesAssim a luz ao madru
- Margens inertesMargens inertes abre
- Navegavam sem o mapa que faziamVI
- MadrugadaUm leve tremor prend
- O brancoPoema de geometria e
- Atelier do escultor do meu tempoUma nudez geométrica
- O soldado mortoOs infinitos céus fi
- Casa brancaCasa branca em frent
- Em CretaEm Creta
- FelicidadePela flor pelo vento
- Poema de Helena LanariGosto de ouvir o por
- Caderno IIQuando me perco de n
- Sinal de tiI
- Para o Ernesto Veiga de Oliveirano dia da sua morte
- Os espelhosOs espelhos acendem
- Meio da vidaPorque as manhãs são
- Rosto nuRosto nu na luz dire
- VenezaDentro deste quarto
- A escritaNo Palácio Mocenigo
- Cíclades (evocando Fernando Pessoa)A claridade frontal
- Antinoos de DelphosTua face taurina tua
- Nunca mais te darei o tempo puroNunca mais te darei
- NavegaçãoDistância da distânc
- MusaAqui me
- Pranto pelo dia de hojeNunca choraremos bas
- Homens à beira-marNada trazem consigo
- Sonhei com lúcidos delíriosSonhei com lúcidos d
- O vazio desenhava desde sempreO vazio desenhava de
- Longe e nítidosLonge e nítidos cami
- Dia [1]Mergulho no dia como
- O filho pródigoBanido da tua heranç
- Jardim do marVi um jardim que se
- A noite e a casaA noite reúne a casa
- Página em brancoQue poema de entre t
- Che GuevaraContra ti se ergueu
- IntervaloEu só quero o silênc
- CoralIa e vinha
- Dia de hojeÓ dia de hoje ó dia
- Poesia de InvernoI
- InicialO mar azul e branco
- Os amigosVoltar ali onde
- 铭文当我死去的时候我要回去寻找
- 当你在远方漫游1
- 那个人走了那个人走了
- 死去的士兵无边的天空把他的面孔端详
- 卢济塔尼亚这些向大海前进的人
- 这是这是树林里最阴晦的时光
- 自传我有的朋友死了有的走了
- 轻风是什么样的素手在轻风中离别
- 雕像在你的手中有海的声音沉睡
- 船一艘艘渔船在海滩上沉睡
- 有一天有一天我们将历尽沧桑远赴泉壤
- 夜我独自伫立于莹白的四壁之间
- 和你去穿越世界的沙漠和你去穿越世界的沙漠
- 为了与你一起穿越世间的沙漠为了与你一起穿越世间的沙漠
- 漂流我看见了水面船缆看见了岛屿
- 在此在此我最终脱下了身影
- 我的爱像恐惧一样隐藏车辆驶过房子震颤
- 合理的方式我知道建设一个合理的世界是可能的
- 诗诗一个多么美丽而纯洁的词
- 此时这是树林里
- 疼痛树木的躯干如我的臂膀令我疼痛
- 仿卡蒙斯十四行诗在我等你的这一天希望和绝望
- 我的自由多么怪异我的自由多么怪异
- 梦是谎言上帝如果你愿意
- 哦,诗歌哦诗歌我对你索要太多
- 诗我的人生是大海是四月是街道
- 五月清晨的祷告主啊请赐予我动物的纯真
- 窗窗子紧挨着大海和时间
- 女先知女先知们在坚硬的洞穴里
- 我眼睛里的大海有些女人将大海带入眼中
- 花朵我们要感谢花朵
- 因为敏感我曾是一个舞者
- 放逐我们不再拥有我们的祖国
- 流放拥有祖国的我们没有祖国
- EXÍLIOQuando a pátria que
- 正午正午荒凉海滩的一角
- MiddayMidday A corner of t
- Meio-diaMeiodia Um canto da
- 为了与你穿越世间的荒芜为了与你穿越世间的荒芜
- 我曾呼唤你我曾呼唤你直到变为一座塔
- 这一天这一天有大海和雾霭
- 杀死之歌我对生活懵懂无知
- 这就是我这就是我
- 费尔南多 · 佩索阿你的诗歌理所当然地蔑视阴影
- 祖国这个国家遍布石头吹着坚硬的风
- 借你缺席之名借你缺席之名
- 在房间里我们在房间里咀嚼饥饿的滋味
- 镜子整个白天镜子都在点亮它的光
- 笛子房间的角落里阴影吹响小巧的笛子
- 驱散滞留在你头上的乌云驱散滞留在你头上的乌云
- 因为因为别人戴着面具而你不
- PORQUEPorque os outros se
- Porque os outros se mascaram mas tu nãoPorque os outros se
- 夜我独坐于白墙之间
- Os dias de verãoOs dias de verão vas
- 安东尼和克娄巴特拉的情诗我用你的双手丈量了世界
- 等待我把一整日的孤独送给你
- 轻风是什么样的素手在轻风中辞别
- 以你虚无的名义以你虚无的名义
- 因为因为别人会伪装而你不
- 和你一起穿越世界的沙漠……为了和你一起穿越世界的沙漠
- 愿没有一颗星星……愿没有一颗星燃烧你的剪影
- 就像一朵不真实的花……1
- 为了和你一起穿越世界的荒芜为了和你一起穿越世界的荒芜
- Para atravessar contigo o deserto do mundoPara atravessar cont
- 夜阑我独身伫立于莹白的四壁之间
- NoiteSozinha estou entre
