Eis o que trouxe o Outono. Frutas frescas
na travessa de vidro. Uva pesada de cor
verde-esmeralda, pêra enorme de luz jaspe,
é cada uma resplandecente jóia.
Uma gota de água escorre de um fruto repleto
e voa como um diamante.
Eis a pompa, indiferente e serena,
perfeição que em si própria se fecha.
Preferiria viver. Mas já além as árvores,
com suas mãos de ouro, me acenam.
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