quem saiba, e trema, como
de amor. Talvez se aguentássemos
não procurar e não encontrar nada.
Diz quem está ao sol, Senhor,
o teu sol abrasa-me, abrasa-nos
este sol. Ou continua calado
e não fala a ninguém. E
não anda, pára, olha, ou nem sequer
olha, está calado. Não vê
como é negro aquele sol.
Quem vive, não é possível
ser um pouco, ser apenas.
Os vivos, tais quais são, andam
como máquinas. E andam
como as máquinas. Como as máquinas, Senhor.
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