Em cada mulher procuravas a mãe,
que te perdoasse antecipadamente,
aquela que de manhã fosse o pão branco
e à tarde a tua sopa quente.
Uma estava na cama, outra na tua alma,
uma era sábia, outra era bela.
Numa só mulher não pode existir tudo.
Uma era tigre, outra gazela.
Mas a verdadeira faltou-te sempre,
a mulher doce, a das mãos firmes,
que do coração viesse arrancar-te
espinhos, facas do suplício.
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