Crespo, bailão, fino, em cadeias,
ai, mas que lindas as patas cheias!
Para onde te afadigas?
Vais pràs lindas raparigas!
Brumma, brumma, brummadza.
Minha peliça célebre e cara
eu a cosi com vinte garras.
É de marta, fuinha, esquilo,
de cão e lobo, aquilo.
Brumma, brumma, brummadza.
Inda Outono, perlas triei,
meus dentes assim encontrei.
Meus rins são precisos lá
onde nove crias há.
Brumma, brumma, brummadza.
Pra pintor me poder pintar
é que marcho tão devagar.
Da cabeça desta tia
um bom pincel se faria.
Brumma, brumma, brummadza.
O que tem riqueza imensa
com seu pulso forte a dispensa.
Com minhas garras, se não,
garras de satisfação.
Brumma, brumma, brummadza.
É bela a cheia flor de cobre,
se à luz do dia se descobre!
Cinco semanas caseiro,
mãos cresciam na algibeira.
Brumma, brumma, brummadza.
De animais não tem interesse,
o urso é que não se oferece.
Quando apanha frio aos pés,
com tábuas se cubra rés.
Brumma, brumma, brummadza.
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