Há uma semana que só já
Da una settimana penso solo alla mamma,
penso a cada instante na mamã.
sempre di nuovo mi fermo a ricordarla.
Com um cesto rangente nos braços
Lei che saliva in soffitta,
ia ao sótão, num desembaraço.
con un cesto pesante in mano, lesta.
Io ero ancora un uomo sincero,
Eu era ainda homem sincero,
urlavo e scalpitavo
gritava, os pés em desespero.
che lasciasse il bucato ad un altro,
Deixa pra outros a roupa tesa.
che portasse me lassù, in alto.
Leve-me a mim ao sótão, não peso.
Ma lei andava e stendeva
Non mi sgridava, non mi guardava,
Mas subia, estendia, calada,
E i panni lucidi, fruscianti
sem um ralho, nem sequer olhada,
Spiccavano il volo in alto.
e as roupas em luz, num frufulhar,
Non piangerei più adesso, ma è tardi,
volteavam, esvoaçavam no ar.
Vedo solo ora quanto è grande,
I suoi capelli grigi si muovono nell'alto,
Não chorarei, que tarde é já, antes
scioglie il turchinetto nell'acqua del cielo.
observo como ela era gigante –
seu cabelo ruço no céu vaga,
o azul dissolve na celeste água.