Da minha janela vejo montanha,
montanha não me vê;
escondo-me: a pena poema derrama,
tudo é o que é;
e vejo esta graça muito antiga,
mas eu não sei porquê:
como outrora, lua no céu oscila,
ginja é flor em pé.
9 de Maio de 1944
Da minha janela vejo montanha,
montanha não me vê;
escondo-me: a pena poema derrama,
tudo é o que é;
e vejo esta graça muito antiga,
mas eu não sei porquê:
como outrora, lua no céu oscila,
ginja é flor em pé.
9 de Maio de 1944
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