Oh, radioactividade! agora leio e como melancia e sei perfeitamente que o mundo só em nós se transforma
Matraca sou tão-somente, ouvis? atrás do meu rosto transparente voltejam flores, como das ondas eléctricas se precipitam também o século humanista à minha amante me arranca, oh! Abatida tristeza, com a noite incendeiem-se, hoje, os asilos
Os cordeiros são ovinos, eu sou burro e o pastor é só minha longa sombra estendida
Quando cerro os olhos, esmagam-se no solo os aeroplanos e até esses que de mim descolam todos os dias
Tu, grão de poeira brilhante, pára os dourados motores, sem o que, a mulher varre de manhã
Oh! a mulher, a minha amante só chora, só chora, e suas lágrimas fazem girar cada vez mais as velhas turbinas
É pena, é pena também para nós
Mas vivam os aprendizes de amolador, que assobiame nem sabem que a abóbada celeste sobre nós se fez à vela para os porta-moedas.
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