Až se mĕ bytí potopí,
Quando a minha existência tiver sido absorvida
kdo housle cvrčků pochopí?
Para sempre, quem prestará culto ao violino que há no grilo?
Kdo snĕžné vĕtvi ohen vduje?
Quem bafejará de fogo os ramos enregelados pela geada?
Na duze kdo se ukřižuje?
E quem irá mutilar-se a si mesmo em cima do arco-íris?
A kdo jak rodnou hroudu v pláči
Quem em lágrimas há-de enlaçar coxas como penhascos
obejmout v pase skálu stačí?
Até as transformar em campos que ondulam mansamente?
Kdo její žíly ve stĕnĕ
Quem há-de acariciar os cabelos, as artérias
zlíbá jak vlasy spuštĕné?
Que têm a sua raiz presa aos muros,
Kdo slepým vírám fanatiků
Quem levantará por fim catedrais de injúrias
postaví z kleteb baziliku?
Em louvor de crenças desfeitas?
Až se mĕ bytí potopí,
Quando a minha existência para sempre for absorvida
kdo bude strašit pochopy?
Quem espantará os abutres?
Kdo z vody na břeh sedmihlásků
Quem levará consigo para a outra margem
pronese v zubech velkou Lásku?
O Amor, apertado entre os dentes?