Pedra lançada ao ar, na tua terra
caindo, pequeno país, regressa
sempre a casa teu filho.
Visita torres em série, longe,
tem vertigens, entristece, no pó onde
fora nascido cai.
Desejoso de partir, não consegue
fugir ao sentir húngaro, ou leve
ou já de novo aceso.
Sou todo teu no meu grande rancor,
grande infiel nos cuidados de amor,
aflitivamente húngaro.
Pedra lançada ao ar, triste sem qu'rer,
pequeno país, tenho teu parecer
de maneira exemplar.
E, ai!, é sempre vã qualquer ideia:
cem vezes que me lances, voltarei
cem vezes, afinal.
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