Furtivo, entrou ontem em Paris o Outono,
L’Autunno a Parigi ieri è scivolato,
em silêncio, pelo Boulevard Saint-Michel;
Sul viale San Michele è muto passato,
em plena canícula, na sombra da folhagem,
In canicola, sotto le quieti chiome
assim o vi surgir.
E ha incorso in me.
Ho proprio camminato verso la Senna
Eu caminhava para o Sena e em mim
Canti-sterpi ardevan nell’anima,
ardia uma canção que eu estranhava;
Fumosi, anomali, mesti, scarlatti
inesperada e grave, triste, rubra,
Pel segno della mia morte.
da morte me falava.
L’Autunno m’ha raggiunto e bisbigliato,
Il viale San Michele ha tremato,
Ao ouvido me disse não sei quê, o Outono,
Son ronzando svolazzato sul viale
e então vi que o Boulevard estremecia,
Le scherzose fogliame.
zum, zum: folhas dançavam no caminho
Oh, tempo! L’Estate non è ceduta,
eivadas de ironia.
Ma l’Autunno ridendo ha dato la fuga.
È qua passato e io lo so soltanto
Um instante: o Verão nem se deu conta.
Sotto le fronde di pianto.
Rindo, o Outono desapareceu na aragem.
Mas esteve! Esteve aqui, eu bem o sei,
sob o gemido da folhagem.