É fresca e velha a noite.
Treme o corpo do sarmento.
Morre o canto da vindima.
Metem-se os velhos no seu canto.
A igreja da colina em nevoeiro,
a torre no cimo ilumina,
velozes tempestades sombrias
atravessam os prados.
Morre o canto do Verão,
escondem-se já os velhos,
fresca a sombra, a noite,
vibra o corpo do arbusto.
Gasta-se o coração humano.
Um verão é igual aos outros.
É indiferente se antigo ou pouco antigo.
A recordação, gelada e com brancos.
Nas árvores, há uma febre encarnada.
Choram raparigas em casa.
Onde a tristeza da tua boca?
Mordem-nas as noites de azul.
É indiferente se antigo ou pouco antigo,
nenhuma recordação ficará,
gasta-se o coração humano,
um verão é igual aos outros.
Carrapicho do arbusto canta.
Chocalha o chocalho de Outono.
A geada comeu a ameixeira.
E fresca e velha a noite.
PoemWiki 评分
暂无评论 写评论