Minha mulher vê uma papoila
e assobia-me do caminho;
curva-se, depois que eu lhe assobio.
Dois dedos deslizam na penugem
do caule e param na erva. Já,
em suas mãos, arde a flor leve.
De novo, assobio; de pássaro um trilo
feliz sobrepõe-se e ela sorri:
vermelho-papoila o mundo ressoe!
13 de Junho de 1933
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