Aqui estou eu fotografado. Olha
aqui o meu braço. Estes não
sei quem eram. Vinham
a sair do Teatro.
Mais precisamente da
«Condessa Maritza». Aquele
edifício amarelo. Passaram
dezoito anos. Naquela altura
estava a começar o Verão. Foi quando
nos mandaram para a tropa. Que hei-de
eu fazer, é o que aqui está. Que
se há-de fazer. Mas
nada se pode fazer. Se calhar
eu tinha de ir ali. Ou íamos
só em passeio. Eu e mais alguém.
Quem seria. E porque é que me puseram
ali. Porque haveria eu de lá estar.
Porque estou eu nestas fotografias.
A luz é forte. Mas como
é que eu podia estar ali. Porém, talvez
estivéssemos com pressa. Na época
as ruas estavam cheias de «Trabants».
Estou mais fortezinho,
não estou? E isto é o meu cabelo. Aqui
visto por trás. Aqui visto de frente.
PoemWiki 评分
暂无评论 写评论