Não sei quem és. Já te não vejo bem…
E oiço-me dizer (ai, tanta vez!…)
Sonho que um outro sonho me desfez?
Fantasma de que amor? Sombra de quem?
Névoa? Quimera? Fumo? Donde vem?…
— Não sei se tu, Amor, assim me vês!…
Nossos olhos não são-nossos, talvez…
Assim, tu não és tu! Não és ninguém!…
És tudo e não és nada… És a desgraça…
És quem nem sequer vejo; és um que passa…
És sorriso de Deus que não-mereço…
És Aquele que vive e que morreu…
És Aquele que é quase um outro Eu…
És Aquele que nem sequer conheço…
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