Não tenho nem pai nem mãe,
Je n’ai ni père ni mère,
nem Deus, nem pátria, nem
Rien que je rêve ou j’espère.
um berço, e nem mortalha,
Je n’ai ni Dieu ni patrie,
nem beijos e nem amada.
Berceau, cercueil, tendre amie.
Há três dias que não toco
De trois repas, pas un repas :
em comida, muito ou pouco.
Oui, ce qui s’appelle pas.
Meus vinte anos são poder,
Ma puissance, c’est vingt ans :
meus vinte anos vou vender.
Ma puissance, je la vends.
Se não precisam de mim,
Et pour peu que nul n’en veuille,
o diabo compra, enfim.
Que le diable, lui, l’accueille !
Com coração puro assalto,
Je volerai, l’âme pure,
se preciso, também mato.
Et tuerai, je vous assure.
Sou preso e enforcar-me vão,
Mais qu’on m’arrête et me pende
fechar-me em sagrado chão;
Et qu’à la terre on me rende,
erva mortal vai subindo
Maléfique et sûre, une herbe
sobre o meu coração lindo.
Sourdra de mon cœur superbe.